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terça-feira, 3 de junho de 2008

Música Portuguesa de Hoje no CCB


Foi recentemente apresentado um novo festival no Centro Cultural de Belém (CCB) que irá decorrer de 11 a 13 de Julho. Comissariado por António Pinho Vargas, Pedro Santos e Rodrigo Amado, o "Festival Música Portuguesa, Hoje" é a maior mostra de música portuguesa feita até ao momento e vai proporcionar, a quem passar nestes dias pelo CCB, uma perspectiva bastante abrangente da música portuguesa dos nossos dias.
O projecto surgiu de duas ideias distintas, uma apresentada por Pinho Vargas para um festival de música portuguesa erudita, e a outra por Pedro Santos e Rodrigo Amado, para um festival de música portuguesa pop, rock e jazz. Depois, o CCB juntou as duas e criou-se este projecto que, se correr como planeado, vai acabar por criar um fluxo entre públicos, de uma área para a outra, proporcionando assim uma oportunidade rara de dar a conhecer a música erudita contemporânea a um público que lhe é pouco próximo ou que eventualmente não tenha ainda tido contacto com este género musical. E vice-versa.
Com uma paleta diversificada de músicas à disposição do ouvinte, que se estende de João Domingos Bontempo a Camané, o festival será aberto por Martin André e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, que interpretará obras de Tinoco, Pinho Vargas e Braga Santos. Na mesma noite, há ainda espaço para escutar uma guitarra portuguesa e o Lisbon Underground Music Ensemble. No dia seguinte, a festa continua com concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa, OrchestrUtopica (em duas apresentações distintas, uma com Cesário Costa na direcção, e outra com Pedro Amaral) que fará também uma sessão de leituras de peças de jovens compositores seleccionadas por concurso. Do norte do país, o Grupo de Percussão Drumming apresenta-se também em dois concertos, onde interpreta, entre outros, obras de Emmanuel Nunes, Chagas Rosa, Luís Pena e João Miguel Pais. Será também possível ouvir os pianos de Mário Laginha e Bernardo Sassetti a acompanhar Camané bem como o Quarteto de André Fernandes, entre muitas outras propostas mais populares. Depois de mais de duas dezenas de concertos, o último momento erudito fica a cargo da Orquestra de Câmara Portuguesa sob a batuta do seu criador, Pedro Carneiro, a apresentar um programa algo contrastante, com obras de Emmanuel Nunes e João Domingos Bontempo. Como se pode observar pela diversidade dos vários programas, é fácil de perceber que Pinho Vargas (responsável pela parte erudita) conseguiu uma programação muito alargada sem privilegiar estéticas ou gostos pessoais, permitindo assim que realmente se ouça um pouco de tudo (embora não tudo) o que se faz em Portugal, goste-se ou não.

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