A Associação Arte no Tempo tem por objectivo a divulgação da arte musical contemporânea através da promoção de eventos culturais, do incentivo à criação e à interpretação, da edição e da realização de actividades performativas.
Começou hoje o 1º Festival das Artes, em Coimbra. Que este venha para ficar e que traga sempre uma oferta mais arrojada e de maior qualidade do que o "anterior". Até 8 de Agosto, passaremos por lá.
Termina amanhã um festival que deverá ter dado uma nova vida aos órgãos do Porto.
O último concerto decorrerá na Igreja da Sra da Conceição, às 21h30, e será protagonizado por Jean-Christophe Geiser. Do programa farão parte obras de Bach, Vierne e Mendelssohn.
O Porto, Cidade dos Órgãos, cuja abertura esteve a cargo de Ton Koopman (30 Junho), abrangeu os órgãos da Sé Catedral e das Igreja de S. Lourenço, Sra da Conceição, Cedofeita e Lapa.
Nove anos depois da sua estreia absoluta em Salzburgo, L'Amour de Loin, de Kaija Saariaho, com libretto de Amin Maalouf, teve a sua primeira produção britânica na semana passada, pela English National Opera, sob a direcção do seu titular, Edward Gardner que, no ano passado, tinha dirigido uma versão concerto da segunda ópera da compositora finlandesa, Adriana Mater.
A uma música extraordinária, como já se esperava, aliou-se um trio de cantores excepcionais (Joan Rodgers no papel de Clémence, Roderick Williams como Jaufré e Faith Sherman como Peregrina) e uma direcção exemplar de Edward Gardner. A encenação, da autoria de Daniele Finzi Pasca, encenador de Corteo do Cirque du Soleil, grandiosa e fantástica, funciona bem com a música, e se em certas alturas parece ser tudo um pouco Cirque du Soleil a mais, noutras não é possível resistir ao espectáculo visual e deixar-se emergir no mundo fantástico desta ópera.